O projeto atende cerca de 90 crianças e adolescentes do Projeto Crescer e do Atendimento Educacional Especializado (AEE)
A Apae de Itapema realizou nesta quarta-feira (26) o encerramento das atividades do Projeto Onda Azul, iniciativa de hidroterapia mantida com recursos do Fundo da Infância e Adolescência (FIA). O encontro reuniu famílias, profissionais e representantes do FIA, celebrando a conclusão de mais um ciclo terapêutico, que será retomado em fevereiro de 2026.
Há três anos em funcionamento, o projeto atende cerca de 90 crianças e adolescentes do Projeto Crescer e do Atendimento Educacional Especializado (AEE), contemplando tanto participantes com diagnósticos definidos quanto aqueles com sinais ou suspeitas de atraso no desenvolvimento.
As sessões são conduzidas pelas fisioterapeutas Jeannie Vollmann e Luana Duarte, com apoio da assistente social Dandariana Westphal. A proposta de trabalhar em grupo potencializa o desenvolvimento motor, social e emocional, além de fortalecer vínculos familiares — um dos pilares da metodologia.
Jeannie destaca que os resultados aparecem de forma concreta. “Nós tivemos crianças que antes nem sentavam sozinhas, e hoje estão quase correndo. O ganho dentro da piscina é muito mais fácil do que em solo, porque as crianças enxergam tudo de forma lúdica. Muita gente ainda considera a hidroterapia como lazer, mas nós, enquanto profissionais da saúde, vemos esse processo com um objetivo muito maior”, explica.
Segundo ela, antes dos avanços motores, muitos pequenos precisam superar desafios sensoriais. Medo da água, rejeição ao toque, resistência a roupas molhadas e dificuldade com profundidade são alguns dos obstáculos trabalhados para estimular autonomia e confiança.
O impacto é confirmado pelas famílias. Angelita Boaventura, mãe atípica, relata que a evolução do filho foi evidente. “Ele começou a fazer hidroterapia antes mesmo de caminhar, então foi ótimo para a parte motora. Além disso, fortaleceu muito nosso vínculo. Eu sempre digo que é o nosso dia favorito, a gente ama vir para a hidro”, contou.
Durante a cerimônia, representantes do FIA reforçaram o compromisso com a continuidade da iniciativa. O conselheiro Eduardo Forgiarini parabenizou os pais e destacou a rotina intensa das famílias atípicas. “Eu também sou pai atípico e sei dos desafios. Em pleno 2025 a gente ainda enfrenta preconceitos e comentários equivocados, além das demandas com nossos anjos. É terapia, é escola, é acompanhamento… muitas vezes na Apae. É uma rotina de dedicação profunda aos nossos filhos”, afirmou.
A representante Glauce Kelly também valorizou o empenho coletivo. “A gente fica muito feliz em ver o tempo e a dedicação de vocês. Sabemos que não é fácil, mas com amor e carinho, tanto das famílias quanto da equipe da Apae, é possível enxergar uma nova etapa de evolução a cada dia”, destacou.
O encerramento fechou o ano com sentimento de conquista, reforçando a importância da participação familiar e do trabalho integrado para o desenvolvimento das crianças e adolescentes atendidos.